Meus Textos

Sr. Medo

Sr. Medo
Um sentimento controlável, porém, necessário.

Dois dias atrás eu enviei um áudio, (que alguns já devem ter ouvido) de uma mulher, narrando sobre um assalto em sua casa, sendo que os assaltantes estariam se passando por técnicos da Net.

Não sou uma pessoa de repassar o que recebo, apenas o que acho que pode agregar algo para outros. Assim, enviei para alguns poucos grupos, já que não faço parte de tantos assim. Em um deles houve controvérsias a respeito do talzinho.

Uma amiga muito querida minha discorreu sobre a “vibe” que significava aquela mensagem, me advertindo sobre espalhar o medo, que só atrai mais dessa frequência vibrátil e explicando sobre o áudio, já teria sido enviando no ano passado e nem se sabia de que cidade era.

Discussões em limites de respeito, no meu entender, são sempre saudáveis, produtivas e trazem reflexões conscientes a respeito do tema, portanto considerei jogar esta luz por aqui.

As perguntas, na minha opinião, são:
Importa se foi ano passado, ou no presente?
Se existiu realmente a situação ou qual seria a intenção daquela dona?
A Net contradisse a publicação. Porque uma cliente desgostosa estava difamando-a (falando que os documentos eram originais da Net e sabiam até o CPF do marido) ou a empresa se sentiu lesada?
Poderia ser Sky, ou qualquer outra, correto?
Minha irmã foi assaltada em sua residência, a mão armada, por supostos funcionários do Sedex.

Nesse viés, meu sentimento corre por duas vertentes.

Em uma delas – eu, após uma tragédia terrível e fazer a escolha pela vida, procuro estar em uma “vibe” alinhada com energias e vibrações positivas. Passei a entender as conexões do Universo e a importância do pensamento assertivo para uma vida mais plena. Agradeço pelas vidas das pessoas queridas que estão ao meu lado. Pelos amigos mais íntimos e, os que eu nem conhecia, os quais me estenderam não só a mão, mas o coração e a solidariedade também. Criei o hábito saudável de orar toda a manhã e antes de dormir, grata por pequenas coisas que fizeram meu dia mais feliz.

Na contramão deste tema, existe a questão real e eminente do perigo e insegurança que ronda nossas vidas e a situação está aí para ser comprovada todos os dias, em todos os lugares.

Somos reféns do medo no momento de evitar andarmos sozinhos a noite para um passeio nas ruas. Somos reféns do medo quando colocamos grades, câmeras de segurança e alarme em nossas casas. Somos reféns do medo quando dirigimos com os vidros de nosso automóvel fechado, principalmente em sinaleiras. Somos reféns do medo quando não enviamos nossos filhos (já em idade para tal) caminhando para escola sem escolta de adultos. Somos reféns do medo quando escutamos tiros em assaltos que poderiam estar destinados à nós ou nossos filhos.

No meu conceito, evitar ler ou ouvir a respeito não elimina a realidade. Sentir medo pode e deve ser um ato de autopreservação saudável enquanto não somos dominados por este sentimento realmente pernicioso, porém real.

Devemos ter esperanças e viver num sistema vibrátil com o universo e Deus. Positivo e equilibrado. Meu norte e direção na minha vida é essa estrada. Não procuro obviamente informações negativas e pessimistas. No entanto, quando recebo algo ou cai nas minhas mãos sobre o assunto, não ignoro ou evito.

Respeitar opiniões e diferenças é um meio, no meu entender, de agregar argumentos construtivos e assertivos. Estas são apenas minhas considerações e as quais tenho como verdadeiras para mim e na minha vida, não necessariamente na dos outros.

Publicado em 05/04/2017

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